VOU ME EMBORA PARA PASSARGADA ROBERTO S. MOYA

De tudo um pouco, embora fique proibido a reprodução total ou parcial de minhas ideias sem meu consentimento.

COMPROMETIMENTO, palavra dificil.

8 de outubro de 2011

O tempo voa e disso todos já tomamos consciência.
Estou lendo sobre os BURACOS NEGROS do Universo e eles estão me surpreendendo enormemente. Porque o Universo está em expansão, grande surpresa. Porém a uma velocidade que nem os mais expertos cientistas conseguem medir, nem colocando neutrinos para medir.
Porém uma coisa que me incomoda muito é ver que os mais jovens não querem perceber o quanto eles podem fazer para mudar o seu futuro, fazendo algo agora.
Não tenho filhos e disso todos já perceberam. Porém tenho sobrinhos, afilhados, amigos, conhecidos, amores e desamores da minha vida que estão por perto e a quem observo com freqüência. Certa moléstia ao ver que tanto pode ser feito e tão pouco é realizado. Mas, me pergunto, alguém tem pressa? Acho que não. Deixa o Universo se expandir, e inclusive se quiser até se explodir, que poucos são os que têm consciência. Consciência de que somos donos de nosso futuro e que muito podemos fazer por ele.
Porém tenho visto que uma das grandes dificuldades de meus familiares, amigos mais velhos, instrutores, professores, diretores de empresa e todos aqueles que têm sob sua guarda algum jovem, como ensinar a eles o comprometimento. Palavra difícil, parece.
Ensinamos a nossos jovens que papai e mamãe estão aqui para suprir suas carências e, deixa que a gente faça tudo. Leva, traz, carrega, substitui, corre, sobe, desce, tudo que o neném precisar para que tenha uma vida melhor do que a nossa. Não queremos que eles passem perrengue, pois queremos tudo de bom para nosso filhote. E eles estão acostumados a esta situação que não querem fazer nada, não tem vontade de nada, não tem coragem para nada, tem medo de muitas coisas e podem se contar com os dedos de uma mão os que conhecemos como referência em nossa sociedade, e que poderão carregar a humanidade nas costas. Acho que deve ser destino mesmo, e se todos fossem corajosos, poderosos, prontos para a luta, talvez nossa sociedade se tornaria mais feroz do que é no momento.
Mas eles vão conseguir sobreviverem um futuro que já está aqui cobrando de todos nós os resultados e que parece mais cruel do que aquele que vivemos no século passado? Talvez o que fizemos o século passado foi estimular a competitividade de tal maneira que agora os coitadinhos vão ter que correr mais do que o fazíamos nós, agora velhos cinqüentões?
Trabalhar de final de semana, nem pensar, muita coisa.
Estudar aos sábados, domingos e feriados, tarefa árdua .
Passar algumas horas a mais lendo algum livro para a escola, faculdade ou curso que possa levar a outro momento da vida, impossível.
Sorte daqueles que conseguiram absorver de seus velhos pais a vontade de crescer, virar GENTE, conquistar um espaço na vida, pois para aqueles que não perceberam papai e mamãe não vão nos ajudar na vida profissional, com raras exceções. Empresas com herdeiros têm sofrido para ter entre seus diretivos seus próprios herdeiros, pois os filhotes querem curtir a vida, nada alem disso.
As ofertas do mundo são incríveis, a preços módicos. As drogas da moda, os automóveis financiados a perder de vista e sem consulta do crédito, as roupas do momento a preços competitivos, embora de baixa qualidade, os brinquedos eletrônicos genéricos, ou não, com financiamento incluído na conta de um telefone fazem de nossos jovens VAZIOS AMBULANTES, sem vontade de crescer, sem vontade de trabalhar, sem vontade de se mover, sem vontade de viver a não ser para uma boa festa ou balada durante a semana ou qualquer momento, pois se perderem um trabalho, outros virão, não preciso me comprometer com nada, nem ninguém.
Acho que estou reclamando, depois de ter lido meus próprios pensamentos escritos, e como sempre recordamos entre amigos, velhos reclamam da vida, e isto é uma coisa peculiar a nossa idade, penso agora.
Tenho que pedir desculpas aqueles que mostram vontade de viver, mudar, crescer, apreender, estudar, ler, fazer esporte, viajar, conquistar o mundo, sem olhar para os lados, como um verdadeiro vencedor.
Mas este é outro tipo de compromisso que poucos têm demonstrado ter. Meu sobrinho amado está entre os meus modelos de Ser Humano inteligente, o que me deixa feliz ao constatar que o trabalho de meu irmão e cunhada não foram nem um pouco em vão. Parabéns.

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3 Comentários »

  1. Comentário por Fran — 9 de outubro de 2011 (7:48)

    Oi Rober !!
    Acho que é muito interesante e importante para as pessoas o que voçê esta argumentando aqui, Eu comparto o seu pensamento…. gostei muito!!. Parabens un Abrazo FRAN

  2. Comentário por Juan — 10 de outubro de 2011 (7:47)

    Assim você me deixa até meio bobo, tio. Belo texto, cheio de verdade. E obrigado (:

  3. Comentário por decorarthus — 16 de abril de 2012 (23:41)

    Prezado Roberto.
    Não acho que estejas de tudo errado não.
    Porém coloco minhas considerações e questionamentos sobre o assunto.
    Por que achas, realmente, que a grande maioria da juventude “está perdida”? Por ela mesma?
    Em parte até que sim.
    Mas os grandes culpados sãos seus Pais, Avós, Tios, etc?
    É porque a maioria de seus Pais passaram “perrengues” e não querem que seus filhos passem também (citação sua).
    E com isso, não lhes dão limites. As crianças, hoje em dia, tem de tudo, e se alguém os contrariam, fazem pirraça, choram, se jogam no chão, fazem cara feia e os “adultos super protetores” acabam cedendo. E os raros, hoje em dia, que ainda tentam educar acabam esbarrando em nossas retrógradas leis.
    Para que estas crianças se envolveriam em questões da natureza, de solidariedade humana, e blá, blá, blá??????
    Com esta vida fácil? Onde tudo que se “suspira”, ganha? O mundo que realmente “se exploda” (mais uma citação sua)!
    Muitos “fizeram algo” no passado, mas não querem que seus filhos se envolvam em coisas parecidas.
    Muitas lutas válidas, mas hoje em dia…
    Só o que se passa de geração em geração é a canalhice, a cara-de-pau para a esperteza, a impunidade, e é claro, o DNA mesquinho, sem caráter, insensível e ambicioso.
    Na minha humilde opinião os maiores vilões de hoje em dia, já foram os maiores heróis do passado.
    Utópico não.
    Abraços.

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